Qual a diferença entre o LGBT com camisa do Fidel Castro e o Hélio Negão vestindo camiseta de Israel ou da Margaret Thatcher? Nenhuma. Absolutamente nenhuma. Ambos são personagens da mesma comédia trágica chamada “ignorância política de boutique”.
De um lado, o LGBT que idolatra um ditador que prendia e torturava homossexuais em campos de reeducação. Do outro, o negro que desfila com símbolos de governos e ideologias que jamais moveram um dedo em prol da população preta. É o clássico: usar o símbolo sem saber o que ele representa. É como tatuar uma frase em árabe sem saber se tá escrito "força" ou "frango assado".
Isso revela um problema mais profundo do que parece: a política virou desfile. E um desfile sem cérebro. A camiseta virou um escudo, a ideologia virou filtro do Instagram, e a militância virou marketing pessoal. Não é mais sobre consciência, é sobre curtida.
E antes que alguém venha choramingar sobre “liberdade de expressão”:
Não é censura, é coerência. Você tem o direito de se expressar — e eu tenho o dever de dizer que você tá pagando mico.
Quando a política é vivida como performance, tanto o militante quanto o deputado viram atores ruins de um roteiro ainda pior. Repetem bordões, vestem causas que não entendem, e acabam virando caricaturas de si mesmos. Gente que quer ser o herói da revolução, mas não consegue nem explicar o que defende.
A verdadeira revolução — seja ela de direita, esquerda, de centro ou de cabeça pra baixo — começa com honestidade intelectual. E isso, meu irmão, não se vende em loja de camiseta, nem vem no combo do marketing político.
Porque no final, a ideologia sem consciência é só cosplay. E pior: cosplay barato, mal interpretado, mal costurado… e cada vez mais patético.
Não é censura, é coerência. Você tem o direito de se expressar — e eu tenho o dever de dizer que você tá pagando mico.
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